terça-feira, 15 de novembro de 2011

— Alô?

— Atrapalhei teu sono? Desculpa, mas não desliga não, deixa eu ouvir um pouco mais essa melodia que é a tua respiração. Estou com saudades. Havia prometido à mim mesma que não te ligaria mais, mas não tem como. Passei na frente da tua casa esses dias, vi tua mãe. E reparei pela janela do teu quarto que a tua cama estava bagunçada, que saudade de ajudar você a bagunçá-la. Eu te mandei uma mensagem, você recebeu? Que saudades. O que eu faço para matar essa saudade, me diz? Já me embebedei, e pensei que toda essa saudade fosse embora depois daquela ressaca que eu fiquei, mas, ela continua aqui. Que saudade de ouvir você chegando e tocando a campainha de casa e ficando bravo comigo por eu demorar para me arrumar. Sabe, a ficha ainda não caiu de que você é de outras e não me pertence mais. Meu coração tá vago, ele sempre vai em tua direção, mas, você se fechou e não deixa ele entrar. Agora eu tenho que ir, tenho que pensar e pensar e pensar, e pensar mais e mais, porque… bom, é isso mesmo. Te cuida, pequeno, te cuida.

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