“— Você não me procurou mais.
— Eu deveria?
— Não sei…
— Por que não sabe?
— Eu não sei se você deveria me procurar. Mas…
— Mas?
— Eu achei que você me amava.
— Eu amo. Mas não vou ser idiota em te procurar o tempo todo.
— Tá bom.
— Onde você vai?
— Embora.
— Porque?
— Porque eu deveria estar aqui ainda?
— Porque talvez você goste de ficar conversando comigo…
— Mas você não me procurou quando eu sumi.
— Eu tava esperando você me procurar primeiro.
— Mas foi eu que sumi. Não você.
— Que seja.
— Tchau.
— Porque?
— Não vou mais ficar aqui.
— Fica.
— Porque ficaria?
— Porque eu gosto de falar com você.
— Gosta? Mas não me procurou né.
— É…
— Idiota.
— Eu?
— É.
— Sua boba.
— Seu bobo.
— Você não ia ir?
— Vou. Tchau.
— Volta! Eu te amo.
— Eu também te amo.
— Fica comigo?
— Fico.”
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